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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Quando se jogava futebol na Ataíja de Cima

 


Arrumações nas estantes permitem-nos encontrar papéis de que já não nos lembrávamos ou julgávamos desaparecidos.

E, eis que encontrei um recorte de jornal com uma foto e um texto sobre o Ataíjense, que motiva este quarto post sob o título “Quando se jogava futebol na Ataíja de Cima”.
Este é um recorte que andava perdido há mais de onze anos pois, de outra maneira e para respeitar a ordem cronológica, teria sido ele o objecto do primeiro post sobre este assunto que publiquei em 13 de Novembro de 2009 ((VER AQUI).

No dia 3 de Fevereiro de 1994, sob o título “Carolice Ajuda Ataíjense”, o Correio da Manhã dava destaque ao Grupo Desportivo e Recreativo Ataíjense com uma fotografia da equipa no alto, a 2/3 da página e, no texto, fruto de uma conversa com o secretário Manuel Luís, um breve resumo da história do clube, as ambições desportivas e os projectos para o futuro.

Agora, quando há projectos para transformar o Estádio da Rã numa coisa nova, diferente, capaz de permitir uma utilização desportiva mais diversificada e para mais pessoas, é justo lembrar os precursores.


Na foto, na fila de cima, da esquerda para a direita: Paulo Rui, Aníbal Tomé, Vítor Ribeiro, Rivelino Sousa, Pedro Vitorino, Carlos Sousa, José António (Tano), Vítor "Lagarto" e os dirigentes, Francisco Salgueiro (presidente), Manuel Luís (secretário) e José Vigário Bernardino (tesoureiro).
Na fila de baixo, da esquerda para a direita: Luís Vigário, Sérgio "Galinha", Sérgio, Gualter Constantino, Pedro Machado, Diamantino Quitério (jogador/treinador) e Ramiro Sousa.

Com agradecimentos ao Hélder Matias pela ajuda na identificação dos retratados.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Quando se jogava futebol na Ataíja de Cima




Na verdade, este post leva-nos a um tempo ocorrido um pouco antes de se jogar futebol a sério na Ataíja de Cima. Leva-nos aos tempos que precederam a constituição do Clube Desportivo e Recreativo Ataíjense que, como referimos em outros posts já publicados neste blog, teve o seu tempo de glória sob a direcção de Francisco da Silva Salgueiro, na segunda metade da década de 1990, quando disputou o campeonato da 1ª Divisão da Federação Distrital de Futebol de Leiria.

Quando esta foto foi tirada, o campo ainda era meio improvisado e de dimensões minúsculas, inferiores ao mínimo regulamentar e ainda convivia com a Lagoa Ruiva, ocupando a parte disponível do respectivo Rossio e assim permaneceu até ao entulhamento da lagoa e à inauguração, no mesmo local, do Estádio da Rã, o que ocorreu em 1 de Outubro de 1995, como se vê da placa que, julgo, ainda ali existe.

Não sei a data da fotografia (talvez algum dos retratados nos consiga esclarecer, com rigor). Muito provavelmente, terá sido tirada em 1979 ou 1980, já que um dos retratados, o Manuel "Pui", agora com 57 anos, diz que teria na data da foto, uns desassete anos de idade.
Certo, é ser a foto anterior a Junho de 1983, ano da morte prematura, por acidente, de Luís Torres (Luis de Sousa Sabino).



Tanto quanto pudemos apurar são os seguintes os jogadores retratados de quem, em alguns casos e para melhor identificação, se indica também a alcunha por que são conhecidos:

Em cima, da esquerda para a direita, Joaquim Maurício (Quim da ti’Maria Rosa), Manuel Agostinho (Manuel Russo), Leonel Maurício (Leonel da Quites), José Branco e Luís de Sousa Sabino (Luis Torres).
Em baixo, também da esquerda para a direita, Silvino Constantino, José Veríssimo, Francisco Tomé, Daniel de Sousa, Vitor Manuel Ribeiro Vigário (Manuel Pui) e Rogério Vigário



Obrigado à Amália pela cedência da fotografia.
Obrigado ao Hélder Matias pela ajuda na identificação dos jogadores.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Gente da Ataíja de Cima - Francisco da Silva Salgueiro - O Chico Patoixo




Como já anteriormente escrevi, esta rubrica - Gente da Ataíja de Cima -, serve para trazer aqui histórias de pessoas extraordinárias, incomuns, pessoas que, por alguma razão, fosse a singularidade da sua condição ou inteligência, a importância das suas acções ou os acasos da vida, se tornaram diferentes dos demais mortais que as rodeavam ou rodeiam e tiveram, ou têm, papel relevante na vida da aldeia.

É por isso que agora vamos falar do Chico Patoixo que, pela sua intensa actividade empresarial e desportiva, foi um dos protagonistas da transição da economia agrícola de subsistência, para a economia industrial e de serviços.

Eu e o Francisco da Silva Salgueiro (Patoixo é alcunha herdada da mãe, Ana Lourenço da Silva, recentemente falecida aos 96 anos) nascemos, ele dois anos antes, em 11-12-1946, a escassos metros de distância, pegados que são os terenos onde se situa a casa que foi dos meus pais e aquele onde se impantaram as que foram de seus pais e dos avós maternos.
Embora o seu avô, e também o seu pai, possuísse uma casa mais abastada do que a generalidade dos ataijenses, isso não o livrou do percurso comum aos rapazes da sua idade, pelo que terminada a quarta, se seguiu a quinta, quer dizer, feito o então ensino obrigatório, a quarta classe, (hoje quarto ano) a sua ocupação passou a ser o trabalho do campo nas terras familiares.

Mas, se o trabalho do campo não era, por si, especialmente atractivo, menos o era quando prestado exclusivamente e sem remuneração nas terras familiares.

Por isso, logo que pode, em 1964, com dezoito anos, o Francisco tratou de fugir ao diário jugo paterno e foi trabalhar para a Cerâmica Vala, uma das grandes fábricas de telha e tijolo das muitas que então havia na Cruz da Légua e arredores.
Seguiu-se, entre 1966 e 1968, o serviço militar, incluindo dois anos na Guerra Colonial, na Guiné.
De regresso, voltou a trabalhar na Cerâmica Vala e aí se manteve até ao início de 1972 quando se casou com Luísa Gomes Henriques.
Logo de seguida, em Maio desse ano, emigrou com a mulher para França, para a região da Loire onde, em Blois, se dedicaram à apanha de morangos.
No ano seguinte mudaram-se para Orleans, ainda na Loire e aí trabalharam em estufas e na condução de máquinas agrícolas até 1977, quando se mudou para Valence, onde trabalhou numa empresa de limpezas e lhe nasceu a única filha.

Regressou a Portugal em 1985.

Nesse ano de 1985 abriu o restaurante Apeadeiro, junto ao entroncamento da Estrada do Lagar dos Frades com a Estrada Nacional nº 1, um lugar então pouco mais do que desértico (havia por ali, desde há alguns anos, a fábrica de cerâmica decorativa Safaril e pouco mais), pelo que a clientela prevista do restaurante seria constituída pelos passantes da EN 1, designadamente os motoristas de camião. Mas, se o restaurante nunca chegou a encher-se de camionistas, em contrapartida o aparecimento de diversas unidades industriais nas redondezas trouxe uma nova clientela que se mantém.
O nome Apeadeiro deve-se ao facto de ali fazer paragem, quando solicitado, o autocarro da carreira Expresso que ligava Leiria a Lisboa.


Deixando a mulher no restaurante, logo no ano seguinte, em 1986, criou a LIMPEC, que foi a primeira empresa de limpezas que houve em toda a região.
Hoje são vulgares as empresas de limpeza e todas as grandes e médias e muitas pequenas empresas, os bancos e os organismos públicos etc, contratam a limpeza das suas instalações a empresas  especializadas mas, quando o Francisco Salgueiro criou a LIMPEC não havia nada disso, salvo em Lisboa e poucas outras cidades do país.
A sua decisão, baseada na experiência que obteve em França, foi absolutamente inovadora.

Entre 1989 e 2001 foi o Presidente e a alma do Clube Desportivo e Recreativo Ataíjense, que hoje está inactivo mas nesse período chegou a militar no Campeonato da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Leiria.
Ao Clube Desportivo e Recreativo Ataijense dedicámos, anteriormente, dois textos neste blog, aos quais os leitores interessados podem aceder clicando (CRTL+Clique) AQUI e 
 AQUI

Entretanto, em 1994, criou uma nova empresa de limpezas, a Restaurilimpa, Lda, a qual se mantém em plena actividade, agora com novos proprietários e sede em Alfeizerão, Alcobaça.

Por esta época, remodelou a casa e cómodos (adega e palheiro das vacas) que foram de seu avô Francisco Dionísio (Francisco da Silva Vigário, Dionísio por ser filho de Dionízia dos Santos) e, em 1996, ali abriu um café-restaurante, um mini-mercado e uma loja “dos trezentos”, tudo sob a designação de Novo Espaço.
No local, exactamente onde eram o palheiro das vacas e a eira onde muito brinquei quando era pequeno, funciona actualmente, por arrendamento, o café-restaurante e padaria Pátio dos Sabores.

No ano de 2000, no que julgo ter sido a sua última iniciativa empresarial criou, ainda, a empresa Mega Serviços de Francisco Salgueiro, Unipessoal Lda que dissolveu em 2015.

Em 2010 e após profundas obras de remodelação e modernização, o restaurante Apeadeiro reabriu com o novo nome de Doces Sabores e mantém-se ainda hoje na sua propriedade, embora já não sobre a sua gerência e, com uma excelente relação qualidade preço, é um bom restaurante cuja cozinha, dirigida pelo Chef Carlos Roxo, atrai comensais de toda a região.

Ao restaurante Doces Sabores dedicámos, antes, o texto com o mesmo nome, a que os leitores podem aceder (CRTL+Clique) 
AQUI


Por tudo isto, o Chico Patoixo é um dos protagonistas do processo de modernização da Ataíja de Cima e merece bem integrar esta galeria de ataijenses extraordinários.

Em Maio de 1999, o Chico Patoixo (de pé, 2º, da direita para a esquerda) com a "sua" equipa do Grupo Desportivo e Recreativo Ataíjense, 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quando se Jogava Futebol na Ataíja de Cima

1999


Na época de 1998/1999, o Grupo Desportivo e Recreativo Ataíjense militava na 1ª Divisão da Associação de Futebol de Leiria e, no dia 2 de Maio de 1999, em casa, no Estádio da Rã, preparava-se para disputar mais um jogo do respectivo campeonato distrital, zona sul.

Já me não lembro de quem foi o adversário, nem do resultado do jogo (ganhámos, acho eu).

Aqui fica a fotografia, que tirei momentos antes do início do jogo, da equipa que alinhou nesse dia:

Em cima, da esquerda para a direita: Horácio (treinador); Vítor Ribeiro; Lino; João Pedro; Saul; Miguel Branco; Ramiro; Francisco Salgueiro (presidente) e Eduardo Catarino.
Em baixo, da esquerda para a direita: Carlos "Xona"; Vítor Lagarto; Luís Vigário; Francisco Daniel; Aníbal Catarino; Nuno Marinho e Sérgio Ventura.



Na versão inicial deste post, publicada em 19-10-2011 e que agora se substitue, solicitámos a colaboração dos leitores para a identificação dos elementos da equipa.
Essa colaboração chegou e agora já temos todos os jogadores identificados.
Obrigado Hélder Matias, obrigado Ana Ribeiro.


Nota: Anteriormente foi publicado neste blog um outro post sobre o GDRA, com foto da respectiva equipa da época de 1995/1996 (VER AQUI).


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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando se jogava futebol na Ataíja de Cima

Na época de 1995-1996, a equipa de futebol do Ataíjense (Grupo Desportivo e Recreativo Ataíjense) integrou a Primeira Divisão do Campeonato Distrital de Leiria, Zona Sul e, à vigésima terceira jornada, na qual ganhou ao Alfeizerense, no terreno do adversário, por uns dilatados 0-8, a equipa teve a honra de uma fotografia no Correio da Manhã de 18-4-96.
Eis a referida fotografia:

Da esquerda para a direita, em cima: Aníbal Tomé; Miguel Branco; Sérgio (dos Moleanos); Pedro Vitorino; Nelson Agostinho; Diamantino Quitério (treinador); Mário Cordeiro (guarda-redes); Francisco Salgueiro (presidente do clube); Manuel Luís (delegado ao jogo, já falecido); em baixo: Carlos Catarino; Vítor Lagarto (dos Casais de Santa Teresa); Francisco Daniel; Pedro Ferreira (do Carvalhal); Adelino (do Carvalhal); Luís Vigário; Rui Coelho (Porfírio); Toni (dos Casais de Santa Teresa); e Aníbal Catarino.
(Com agradecimentos ao Aníbal Tomé e ao Helder Matias  pela sua ajuda na identificação de alguns jogadores)

Não será aqui o lugar adequado mas não resisto a, sem desprimor para todos os demais fotografados, realçar o Francisco Salgueiro que, durante anos foi a alma do clube; o Franciso Daniel que jogou no Ginásio de Alcobaça e, em jovem, tinha potencial que o poderia ter levado muito mais longe e o Diamantino Quitério que era um centro-campista com visão e a quem, ainda como jogador-treinador (talvez na época anterior, 1994/1995), vi jogar e fazer jogar muito bem. Naquele tempo, o Ataíjense jogava bonito!