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quinta-feira, 4 de novembro de 2021
Gente da Ataíja de Cima - António Baptista Vigário - o António Sabino
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terça-feira, 23 de março de 2021
A Estrada de D. Maria Pia e a Estalagem da Malaposta da Pedreira dos Carvalhos
No final do Séc. XVIII, mais precisamente em 1791, quando
reinava a Sra. D. Maria I, foi elaborado o projecto da Estrada de Rio Maior a
Leiria[i]
que, por isso, ainda hoje é conhecida por Estrada de D. Maria Pia.
Aprovada por despacho, de 4 de junho de 1792, do
Desembargador superintendente geral das Estradas, José Diogo de Mascarenhas
Neto e construída nos anos seguintes, por ela circulou a partir de 1798 a
carreira da Malaposta de Lisboa a Coimbra.
O referido despacho que se encontra integralmente transcrito
por Ricardo Charters de Azevedo[ii],
tal como, aliás, o projecto de “delineamento” da estrada, contém abundante
informação sobre a região, incluindo os pontos de água usáveis pelos viajantes
e animais de tiro e, por isso, absolutamente indispensáveis: “a maior distancia
… he de três legoas desde os Candieiros athe aos Carvalhos[iii],
mas quase no meio deste espaço há o poço do Muliano”.
As estalagens, ponto de alimentação e dormida ou descanso de viajantes e bestas e de muda das atrelagens, tinham de estar situadas, ao longo do percurso, a distâncias mais ou menos regulares que permitissem a substituição das parelhas, daí que o despacho não esqueça que “o sitio dos Candieiros necessita de huma estalage, e da mesma forma o dos Carvalhos”, (em 1791, conforme o Mapa, já existia uma estalagem na Cumeira de Cima[iv], no entanto, fora do caminho agora delineado).
Na caracterização da região a que, como justificação pela
opção tomada, o despacho procede, o uso do solo também não foi esquecido,
notando o desembargador que “a agricultura do terreno compreendido no mappa
consiste em azeite, trigo, milho e vinha principalmente na porção que pertence
aos Coutos”[v]
Num espaço escassamente povoado, tendo “cada legoa quadrada
menos q 1800 habitantes” e muito pobre, onde os povos “respirão pobreza e
rusticidade”, a estrada iria ainda, aos olhos do superintendente, contribuir
para “o aumento da população e o progresso da agricultura”.
Aquando das Invasões francesas a Malaposta Lisboa – Coimbra
já não existia, uma vez que face aos persistentes deficits de exploração o
serviço foi extinto, tendo durado escassos seis anos, entre 1978 e 1804.
A partir daí e durante mais seis anos não conhecemos outras
referências à estalagem dos Carvalhos, mas em Outubro de 1810, aquando da 3ª
Invasão Francesa, a Estrada de D. Maria I foi um dos caminhos seguidos a partir de Leiria, pelos
exércitos de Wellington, no seu recuo para as linhas de Torres, bem como pelos
exércitos franceses de Massena que o perseguiam. De acordo com o General Koch[vi],
em 7 de outubro Soult[vii]
instalou-se nos Carvalhos[viii], Sainte-Croix bateu a região entre Molianos e Candeeiros e o General Montbrun
instalou-se, com a artilharia, “à direita dos Molianos”.[ix]
Koch não menciona o estado da estrada, que ainda havia de
ser bom, mas não podia dizer pior da zona: “É impossível ver uma região mais
miseranda que a que vai de Carvalhos a Rio Maior; Candeeiros e Moliano não têm,
sequer, o aspecto de lugarejos, e só apresentam meia dúzia de péssimas cabanas
esparsas numa planície nua e árida onde não há cereais nem forragem nem água”.
Demos o devido desconto ao militar frustrado e cansado, mas
lembremo-nos do que o Desembargador Mascarenhas Neto tinha dito dezoito anos
antes.
Enquanto durou, a Malaposta teve na Estalagem dos Carvalhos
um importante ponto de apoio, já que era aí que se cruzavam, era servida a ceia[x]
e passavam a noite as carruagens vindas de Lisboa e de Coimbra, tudo conforme
minuciosamente regulado nas Instruções para o estabelecimento das diligências
entre Lisboa e Coimbra[xi].
A estalagem dos Candeeiros, referida no despacho mencionado
do Desembargador Mascarenhas Neto, parece não ter chegado a ser construída, mas
o lugar continuou a ter a importância resultante da existência de água no Poço
dos Candieiros. Nos Molianos é também referida a existência de um poço, “de q
uzam os habitantes daquele distrito”, o qual, no entanto, não é assinalado no
Mappa de 1791.
Eventualmente relevantes para os viajantes deste troço do
caminho terão sido as Vendas nele existentes que eram, segundo o Mappa, a Venda
do Vintém, na Moita do Gavião, a Venda dos Candeeiros e a Venda da Laranja,
perto da Sra. da Piedade (Molianos).
O desvio da estrada
real para as Caldas da Rainha e Alcobaça implicou o abandono da estrada de D.
Maria Pia, a qual só veio a retomar importância no início dos anos 60 do Séc.
XX, com a construção do actual IC2. Consequentemente, o serviço de diligências,
quando é retomado em meados do Séc. XIX, já não passa pelas Pedreiras pelo que
a Estalagem nunca voltou à sua função inicial e acabou por ser vendida em hasta
pública cerca de 1856[xii]
Depois disso foi
mercearia, taberna e habitação. No lugar das cavalariças, houve um lagar de
azeite e na cozinha ainda há uns quarenta anos existia a grande chaminé.
Recentemente, sobre
as velhas paredes, foi construída uma vivenda cujo primeiro andar assenta na
cornija original de cantaria, em meia cana simples, que corre toda a fachada.
O traçado original
da Estrada de D. Maria ainda hoje é facilmente reconhecido na quase totalidade
do percurso entre a Moita do Gavião e as Pedreiras, constituindo, aliás, a rua
principal de diversas localidades, nomeadamente, os Candeeiros, os Molianos e
as Pedreiras.
Em Maio de 2020, era este o aspecto da Estalagem dos Carvalhos:
[i] Ver
Ricardo Charters de Azevedo, A Estrada Rio Maior a Leiria em 1791, colecção
Tempos Vidas, 15, Textiverso, Leiria, 2011.
[ii] Op.cit.,
págs. 55 e 56.
[iii] Ou
Pedreira dos Carvalhos, que hoje conhecemos por Pedreiras.
[iv] Acima
da Cumeira há um lugar chamado Albergaria. Poderiam, albergaria e estalagem,
ser uma e a mesma coisa. No entanto, o Mapa assinala ambas.
[v] Aos
Coutos da Alcobaça, obviamente.
[vi] General
Koch, Memórias de Massena, Campanha de 1810 e 1811 em Portugal, Introdução de
António Ventura, Livros Horizonte, Lisboa, 2007
[vii]
General de Napoleão. Foi o comandante da 2ª Invasão de Portugal.
[viii]
Certamente na Estalagem que, apenas seis anos após o fim do serviço da Malaposta,
ainda havia de estar em relativo bom estado de uso e, comparativamente com
quaisquer outras construções da região, com as melhores condições para o alojamento do
Estado-Maior da Brigada.
[ix] Em Janeiro
de 1834, pouco mais de 23 anos depois destes acontecimentos, de novo a região
entre Molianos e as Pedreiras foi objecto de ocupações militares. Ver: neste
Blog A Guerra Civil (1832-1834) na nossa
região, in Ataíja
de Cima: A Guerra Civil (1832-1834) na nossa região (ataijadecima.blogspot.com)
[x] A ceia
era a refeição da noite, a que agora chamamos jantar. O jantar era a refeição
do meio do dia, aa que agora chamamos almoço, servida cerca das duas horas da
tarde. Ainda era assim na aldeia da minha infância.
[xi]
Godofredo Ferreira, A Mala-Posta em Portugal, Lisboa, 1946, citado em Armindo
Vieira, Pequena Monografia das Pedreiras, Pedreiras (Porto de Mós), Maio 2007.
[xii]
Armindo Vieira, op.cit., de onde também se retiraram as demais referências aos
usos do local.
sexta-feira, 12 de março de 2021
Casamentos em S. Vicente de Aljubarrota na 1ª Década do Século XIX
Dos livros de casamentos da Freguesia de S. Vicente de
Aljubarrota que se encontram digitalizados e actualmente disponíveis em digitarq.adlra.pt,[i]
o mais antigo é o Livro de Casamentos da Fregª de S. Vicente / Livro 1º / 1802
a 1826, cujo termo de abertura é o seguinte:
“Este livro é para se fazerem os assentos dos casamentos da
Fregª de S. Vicente de Aljubarrota deste Bispado de Leiria 12 de Janrº de 1803 Dr.
José Joaquim Duarte Amado”
Sem embargo, o primeiro dos assentos é relativo a um
casamento ocorrido em 7 de Dezembro de 1802. Vamos desprezar este e concentrarmo-nos
nos celebrados na década correspondente aos anos de 1803 a 1812.
1810 foi o ano em que, em Outubro, após a Batalha do Buçaco,
a região foi vítima da passagem sucessiva dos exércitos de Wellington que no
seu recuo para as linhas de Torres e a política de terra queimada, provocou
grandes devastações, e de Massena que, em perseguição daquele, esteve acampado
na Região[ii]
e, daí até à sua retirada em abril de 1811, ficaram estacionadas em frente das
linhas de Torres e na região entre Rio Maior e Santarém e fizeram sucessivas
incursões na região para pilhagem de alimentos e forragens. No entanto, não parece
poder afirmar-se uma relação directa entre o diminuto número de casamentos
havidos nesse ano em S. Vicente e esses factos, porquanto, tratando-se embora
do ano com menor número de casamento (3) a verdade é que um deles foi celebrado
em novembro tendo os outros dois tido lugar em fevereiro e março anteriores,
mas nenhum nos restantes meses, nem janeiro ou setembro, dois dos meses normalmente
com mais casamentos.
Olhando para a distribuição dos casamentos ao longo do ano,
tem-se uma confirmação do ditado popular que postula que “boda molhada é boda
abençoada”. De facto, a distribuição do somatório dos casamentos do período
pelos meses do ano, dá o seguinte resultado:
|
Distribuição
dos casamentos pelos meses do ano |
|||||||||||
|
jan |
fev |
mar |
abr |
mai |
jun |
jul |
ago |
set |
out |
nov |
dez |
|
8 |
4 |
1 |
3 |
1 |
1 |
1 |
3 |
14 |
6 |
22 |
4 |
EEm
flagrante contraste com a actualidade, quando os meses de Verão são os preferidos
para as festas de casamento.
Neste período paroquiaram S. Vicente de Aljubarrota 3 padres:
o Cura Tomás de Aquino da Costa, que o fazia desde 1793 e prolongou o seu
magistério até novembro de 1810, quando foi sucedido pelo Cura José Maria de
Sequeira que assinou o seu primeiro casamento em abril de 1811, mantendo-se até
abril de 1812, seguindo-se o Cura José Joaquim Leitão que assina o seu primeiro
assento de casamento em junho de 1812. Dos 2 primeiros os assentos que agora estudamos
não nos fornecem outros elementos. Do padre José Joaquim Leitão, ficamos a
saber que em janeiro de 1803 já era padre coadjutor da freguesia de S. Vicente
e que em 1805 era igualmente coadjutor mas, agora, de Nossa Senhora dos Prazeres,
da mesma Vila de Aljubarrota, cargo que também desempenhava em 1809. Não deixa
de ser curioso este trânsito do padre entre as duas freguesias de Aljubarrota, sabendo
nós que o curato de S. Vicente era da apresentação das Colegiadas de Porto de
Mós[iii],
enquanto o Vigário de Nossa Senhora dos Prazeres era apresentado pelo Abade
Bernardo de Alcobaça[iv].
Os assentos mencionam, seja como oficiantes, seja como
testemunhas, além dos curas Tomás de Aquino da Costa e José Maria de Sequeira,
mais os seguintes padres, todos eles, como havemos de ver em outros estudos,
naturais do concelho de Aljubarrota.
- José Joaquim Leitão, ou José Leitão, ou Joaquim Leitão
que, como vemos, foi Coadjutor de S. Vicente e de Nossa Senhora dos Prazeres e,
finalmente, Cura de S. Vicente.
- João Gomes, da Ataíja de Cima.
- Joaquim de Sousa, natural da Ataíja de Cima que, sabemo-lo, foi Cura da
Paróquia de Santo António do Arrimal e faleceu em 4-2-1827, sendo sepultado na
Capela da Nossa Senhora da Graça da Ataíja de Cima.[v]
- José Coelho, do Casal da Eva.
- Manuel Coelho de Sousa, ou Manuel Coelho, ou Manuel de Sousa, natural dos
Casais de Santa Teresa, cujo testamento já estudámos .[vi]
- Rufino da Fonseca, que em Dezembro de 1808 é vigário encomendado de Nossa
Senhora dos Prazeres
- João Pedro da Cunha, prior de S. Pedro de Porto de Mós
- António José Gomes Botelho, certamente familiar dos capitães Manuel Pedro (Manuel
Pedro Gomes Botelho) e Gregório José Gomes Botelho.
- Reverendo Dr. José de Sousa, da Vila.
E, outras pessoas importantes:
- Alferes José Tavares Amado ou José Tavares
- Capitão José Joaquim Tavares Amado, ou José Tavares Amado. Trata-se,
certamente, da mesma pessoa que em 1807 era Alferes e em 1809 já era Capitão.
- Alferes António da Fonseca, natural de Leiria casado com Josefa Clara Xavier
do Couto, natural de Famalicão, mas residentes em Aljubarrota de onde era
natural a filha Rita Rosa da Fonseca que casou com o viúvo Francisco Viegas
Machado que já encontrámos como proprietário de escravos[vii].
- Capitão Bartolomeu José Rodrigues Carreira, ou Bartolomeu Rodrigues Carreira,
casado com D. Maria Doroteia Ângela de Sequeira, pais de Fortunata Maurício de
Sequeira que casou com Joaquim Bernardo, filho do Dr. Silvestre Triaga de
Mendonça
- Capitão Manuel Pedro Gomes Botelho, ou Manuel Pedro
- Dr. Francisco Correia Triaga de Mendonça, ou Francisco Correia, ou Francisco
Correia Triga, ou Francisco Correia de Mendonça.
- Dr. Silvestre Triaga de Mendonça.
Os casamentos eram por regra celebrados na Igreja Paroquial de
S. Vicente. No entanto, um deles teve lugar na Paroquial de N. S. dos Prazeres
e outros em capelas das aldeias da freguesia: cinco em N. S. da Graça, da
Ataíja de Cima, três em Santa Teresa, dos Casais de Santa Teresa e um em S.
Sebastião, na Ataíja de Baixo. Parece não haver nenhuma razão especial para o
facto que, acreditamos, se deverá à vontade dos noivos.
Os párocos raramente assinalaram o estado dos noivos. Onde
não há outra indicação, presume-se que eram solteiros, o que, expressamente, só
é dito em 10 casos no que diz respeito aos noivos e 11 no que respeita às
noivas. Como viúvos, geralmente com identificação do cônjuge falecido, são
indicados 13 noivos (19,1%) e 5 noivas (7,3%), sendo que num único caso ambos
são viúvos.
Onde foram viver os novos casais?
O filho do Dr. Triaga e a filha do Capitão Bartolomeu, foram
assistir para a Quinta de S. Paio, Freguesia de Santa
Maria da Vila de Porto de Mós.
De quatro não se indica o lugar do novo
lar e, dos que saíram da freguesia, seis fixaram-se em diferentes lugares da
outra freguesia de Aljubarrota, N. S. dos Prazeres, cinco foram para outras
freguesias que hoje fazem parte do concelho de Alcobaça (Alpedriz, Cela, Évora,
Maiorga e S. Martinho do Porto), um ficou-se na fronteira da freguesia, em
Cumeira de Cima, já na freguesia do Juncal e Concelho de Porto de mós. Apenas
um casal foi viver mais longe, em Abitureiras (a meio caminho entre Rio Maior e
Santarém).
Os outros cinquenta ficaram na freguesia,
em regra na aldeia de onde eram, ou um deles, originários. Ou seja, 73,5% dos
novos casais ficaram a residir na freguesia e mais 8,8% na freguesia de Nossa
Senhora dos Prazeres. O que significa que, pelo menos 82,3% desses novos casais
se fixou na área da actual freguesia de Aljubarrota, distribuídos pelos
diversos lugares, como segue:
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|
Lugares da
freguesia onde assentaram os novos casais |
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|
(N. S. Prazeres) |
Ataíja de Baixo |
Ataija de Cima |
Cadoiço |
Casais S. Teresa |
Cumeira de Baixo |
Vila (S. Vicente) |
|
6 |
12 |
12 |
6 |
11 |
3 |
6 |
Independentemente do crescimento que tais
lugares tenham ou não sofrido entre 1758 e 1802, assunto sobre o qual, de
momento, não possuímos informação, o número de novos casais nesta 1ª década de
1800 representará, certamente, um importante acréscimo ao respectivo número de
fogos e, por isso, ao crescimento populacional futuro.
Infelizmente, os assentos umas vezes são
omissos e outras são pouco claros, não sendo fácil distinguir quem mora aonde,
ou quem é natural de onde. Assim, não havendo condições para quantificar com
rigor a frequência com que surge (ou devia surgir) cada uma das localidades
mencionadas, o que seria interessante para analisar a mobilidade geográfica da
população de Aljubarrota neste início do século XIX, diremos apenas que as povoações
mais referidas são, naturalmente, aquelas da freguesia que mais beneficiaram da
nupcialidade mas, também, povoações de freguesias vizinhas, desde logo Nossa
Senhora dos Prazeres e, nesta, o Carvalhal, a sua maior aldeia mas, também, o
Juncal e a Maiorga, ou a Cela. As referências à cidade de Lisboa (3), dizem respeito
à naturalidade da mãe de um dos nubentes e, também, ao facto de dois deles
serem expostos do “Real Hospital de Cidade de Lisboa”. Referências a
localidades mais afastadas, são pontuais e dizem respeito a uma única pessoa
por localidade.
Ainda assim, vale a pena elencar as sessenta povoações, casais ou lugares mencionados nestes assentos porque isso, a par das já referidas localidades de assento dos novos casais, nos dará apesar de tudo, alguma noção da referida mobilidade geográfica da população deste pequeno concelho rural. No quadro abaixo inclui-se o nome da povoação ou lugar, a freguesia respectiva e, se julgado necessário para melhor identificação, o município actual.
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Lista das povoações
mencionadas nos assentos |
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Chãos, SV Chequeda, NSP |
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Ou seja, tudo se passa numa área muito
restrita centrada na freguesia e alargando-se, cada vez mais tenuemente, ao
então concelho e aos concelhos imediatamente vizinhos. Fora isso, apenas uma ou
outra pessoa justifica as raras referências a localidades mais distantes.
[i]
Consultado em 12.03.2021
[ii] O
General Koch, nas suas Memórias de Massena, Livros Horizonte, Lisboa, 22007, refere-se
expressamente a tropas estacionadas em Calvaria, Alcobaça, Pedreiras, Molianos
e Candeeiros
[iii] “ O parocho
desta igreja é cura annual de alternativa; aprezentação das colegiadas de Sam Pedro
e Santa Maria da villa de Porto de Moz”, conf. Memórias Paroquiais (1758).
Volume III, João Cosme e José Varandas, Caleidoscópio e CHUL, Lisboa, 2011.
[iv] Conf. Loc.
Cit.
[v] Ver Ordenação
Sacerdotal de Fábio Bernardino, in Ataíja
de Cima: Ordenação Sacerdotal de Fábio Bernardino (ataijadecima.blogspot.com),
consultado em 12.03.2021
[vi] Ver O
testamento do Padre Manoel de Souza, in Ataíja
de Cima: O testamento do Padre Manoel de Souza (ataijadecima.blogspot.com),
consultado em 12.03.2021
[vii] Ver
Escravos em Aljubarrota, in Ataíja de Cima:
Escravos em Aljubarrota (ataijadecima.blogspot.com), consultado em
12.03.2021

