segunda-feira, 4 de abril de 2011

MVC - Mármores de Alcobaça, Lda.

COVERING THE WORDL WIHT PORTUGUESE LIMESTONE


Desde o início da exploração - há pouco mais de cinquenta anos - do Vidraço da Ataíja, percorreu-se um longo caminho de desenvolvimento do conhecimento dos modos de extraír e trabalhar a pedra, cujo corolário é a moderna capacidade de transformação. Este blog, que tem por objecto exclusivo a divulgação da Ataíja de Cima, não podia, por isso, deixar de dedicar um post a uma das mais importantes empresas locais.

Fundada em 1993 e dirigida pelos irmãos Rogério e Luís Vigário, a MVC - Mármores de Alcobaça, Lda, é uma empresa especializada na transformação de cálcareos, produzindo essencialmente ladrilhos e chapas para revestimento de pavimentos, paredes e fachadas de edifícios.

A empresa possui uma fábrica de grande dimensão (mais de 13.000 m2 de área coberta), equipada com a mais moderna tecnologia e os mais modernos equipamentos, altamente automatizada e informatizada e com rigoroso controlo de todo o processo de fabrico,  o que permite a realização de todas as operações de transformação da pedra, desde a serragem dos blocos até ao acabamento das peças.

A fábrica localiza-se no IC2 (EN1), ao Km 98, na Ataíja de Cima.

A associação a empresas extractivas  confere à MVC, uma grande capacidade produtiva e um controlo rigoroso da sua produção e a alta qualidade dos seus produtos permite-lhe exportá-los para todo o mundo, constando do seu portfólio obras realizadas nos Estados Unidos, Reino Unido, Islândia e Dubai, entre muitos outros países.





Um aspecto da fábrica:


O Vidraço Ataíja no catálogo da MVC:









Para saber mais sobre a MVC - Mármores de Alcobaça, Lda., consulte: http://www.mvc.pt/


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terça-feira, 15 de março de 2011

Artistas Ataijenses - Lurdes Ribeiro

http://www.magiadascores2010.blogspot.com/


Lurdes Ribeiro dedica-se ao artesanato urbano de cariz eminentemente feminino, pintando sobretudo objectos utilitários e de decoração que divulga no blog http://www.magiadascores2010.blogspot.com/

Vale a pena dar uma vista de olhos por este blog exuberante de cor e feminilidade, que a autora actualiza regularmente. O blog tem um largo conjunto de seguidores (mais de 50) e já foi objecto de quase 5.000 visitas.

Para aguçar a curiosidade dos leitores, aqui vão algumas reproduções de trabalhos da Lurdes Ribeiro:

Guarda Jóias (técnica de guardanapo, acrílico e verniz)


Naperon pintado (tinta especial para tecidos, resitsente a lavagens a temperaturas até 40º C)


Caixa de costura (técnica de guardanapo, acrílico e verniz)


Pintura sobre tela, s/título. (acrílico, pasta de areia e glitter)

Pintura sobre tela, s/título (acrílico, pasta de areia, pasta de modelar e glitter)

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval

Imagens do desfile de Domingo

Um belíssimo grupo de "pechineiras"


Uma cela muito animada


Presos, Bruxas, Hospedeiras de bordo e Nazarenas


Alguns desfilantes vieram directamente do estrangeiro, sem custos para a organização. Só pelo prazer de estarem connosco.


Memória bem disposta de tempos não muito antigos


Os Reis acabaram por se converter à democracia e, lá para o fim do desfile, permitiram que o povo invadisse o trono


A folia continua

 Hoje, segunda-feira, às 22H30 no Salão Cultural Ataíjense, BAILE com

LF MUSIC

Amanhã terça-feira, às 15 horas,

DESFILE de CARNAVAL


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quinta-feira, 3 de março de 2011

CARNAVAL


DOMINGO, 6 de MARÇO DE 2011
e
TERÇA-FEIRA, 8 de MARÇO DE 2011
ÀS 15 HORAS

GRANDE DESFILE

(veja AQUI o programa completo do Carnaval - Festa das Chouriças - da Ataíja de Cima)

E começe a treinar o Hino do nosso Carnaval (ouça em http://soundcloud.com/pedrojnogueira/ata-ja-de-cima-carnaval-2011/s-02vU8)


Uma onda de folia
Se espalha e contagia
Dia e noite, noite e dia
Veste a tua fantasia
Pinta a cara com magia
Segue em nossa companhia

Chegou, chegou
Folia
É loucura, é Carnaval, pois é
Magia...

Eu vou sair correndo
Abram alas, vou passar
Aqui n’Ataíja eu vou, tu vais
Dançar...

Tá na alma, tá no corpo, pois tá
Folia
É loucura, é Carnaval, pois é
Magia...
Folia...Magia
Folia
É loucura, é Carnaval, pois é



Letra: André Sousa
Intérpretes: Uma mão-cheia de gente, designadamente: André Sousa, Alexandra Sousa, Marta Martins, Tiago Branco, Monica Ribeiro, Miguel Branco e Pedro Joel Nogueira

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Carnaval na Ataíja de Cima



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Se não conhece o Carnaval da Ataíja de Cima, veja neste blog (etiqueta Festas), algumas imagens dos cortejos de 2009 e 2010 e não perca a ocasião de se divertir no Carnaval mais genuíno da nossa região.


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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Artistas Ataijenses - Inês Neves

IGREJAS E ERMIDAS DO CONCELHO DA BATALHA



A Câmara Municipal da Batalha acaba de editar o livro "Igrejas e Ermidas do Concelho da Batalha - Aguarelas de Inês Neves".

Trata-se das aguarelas reproduzindo todos os edifícios religiosos daquele concelho, que a Inês Neves expôs na Galeria Mouzinho de Albuquerque entre 11 e 27 de Setembro de 2010, - como em devido tempo referimos neste blog (aqui) - numa exposição de grande êxito, onde a Inês conseguiu, não só vender todas as obras expostas mas, ainda, os direitos de publicação em livro que foram adquiridos pela Cãmara Municipal da Batalha.

Parabéns, pois, à Inês Neves e, também à Câmara Municipal da Batalha que soube reconhecer a qualidade e a importãncia do seu trabalho e foi capaz de o publicar em tempo record.

Ainda não conhecemos o livro que pretendemos adquirir na primeira oportunidade mas, tendo visto a exposição, estou certo de que vou gostar muito de o ter na minha estante e que, por se tratar de um repositório único do património concelhio da Batalha, virá a ter um importante papel na divulgação do concelho e na consciencialização dos batalhenses para a necessidade de preservação do seu património.

O livro encontra-se à venda na Câmara Municipal da Batalha

Para conhecer mais sobre o trabalho de Inês Neves:
http://artederecordaravida.blogspot.com/


ADITAMENTO:
(1-3-2011)

Agora que já possuímos o livro (obrigado Inês), achamos importante acrescentar ao texto acima, a transcrição do essencial do prefácio, da autoria do Presidente da Cãmara Municipal da Batalha:

"Foi com muita satisfação e enorme entusiasmo que, aquando da inauguração da Exposição de Aguarelas "Arte de Recordar", da autoria de Inês Neves, que decorreu na Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque em Setembro do corrente, nos deparámos com os magníficos trabalhos que agora se reproduzem.
A mostra artística desta batalhense autodidacta, revela-se um interessante exercício de descoberta do património religioso deste Concelho e assume-se, por conseguinte, como um espólio cultural que interessa valorizar e, acima de tudo, preservar.
Por esta razão, propôs o Município da Batalha à autora das aguarelas a reprodução das mesmas, com o objectivo de perpetuar este interessante levantamento do património religioso concelhio.
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Com a publicação da obra "Igrejas e Ermidas do Concelho da Batalha", pretende o Município divulgar o enorme legado patrimonial religioso, estimulando a sua descoberta e defesa.
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Esta é uma obra eminentemente visual, cujo destaque recai, naturalmente, para as aguarelas produzidas pela Inês Neves que soube captar minuciosamente nas formas e nas cores, os diversos pormenores estéticos e artísticos que caracterizam estas construções.
Agradeço à autora das obras a colaboaração prestada, que permitiu ao Município da Batalha a edição de mais este título formulando votos para que os leitores se contagiem pela beleza e sentido estético das aguarelas aqui reproduzidas.

Batalha, Dezembro de 2010
O Presidente da Câmara Municipal da Batalha
António José Martins de Sousa Lucas

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Cisterna

do ti' Manuel Luís


Afastada que está a Ataíja, das fontes de água mais próximas (Chiqueda, Truil, Mogo), a vida nestas terras sempre dependeu, até há menos de vinte anos, do aproveitamento da água das chuvas que se retinha em cisternas e poços e, para os animais, em lagoas, barreirões, barreiros, pocinhos, piões e pias.


As cisternas (depósitos estanques com paredes de pedra argamassada e rebocadas) eram de difícil construção em terrenos pedregosos e tinham as suas paredes muitas vezes construídas com a própria pedra que se extraía para a abrir. Eram, por isso, obras muito caras, só ao alcance de alguns e são, em consequência, bastante raras (a maioria das cisternas existentes foram construídas já na segunda metade do Séc. XX).

Daí que, um certo dia, há já alguns anos, tendo olhado com atenção a belíssima cisterna existente junto à casa que foi do ti’ Manuel Luís, na Rua das Seixeiras, vendo a data de construção e sabendo que a família era pobre e os filhos muitos, perguntei ao ti’ José da Graça onde tinha o pai – com tão grande família para alimentar – arranjado dinheiro para a obra.

Ao que ele me explicou que o Manuel Luís e o seu irmão João Luís tinham um curioso meio de assegurar a subsistência das famílias: Eram, ambos, responsáveis por uma vacaria, numa quinta nos arredores de Lisboa, onde se criavam vacas leiteiras.

Revezavam-se na função, por períodos de cerca de três meses. Enquanto um tratava e mungia as vacas, o outro vinha até à Ataíja para cuidar das magras terras familiares e olhar pelas famílias (e, digo eu, fazer mais um filho que, do Manuel, teve a ti’ Maria da Graça 14 partos e, do João, teve a ti’ Rosalia outros nove).

A cisterna era encimada por uma cruz de que agora só sobra a base. A janela destina-se a ventilação. No bordo da abóboda corria um canalete que recolhia a água da chuva que caía sobre a cobertura.


 Retirava-se a água, à corda, com uma bilha de barro ou um balde de folha de flandres e despejava-se numa pia de pedra que existe no interior da cisterna, do lado esquerdo do acesso e que, no exterior, termina na gárgula que se vê na fotografia.


Do lado direito do acesso, a lápide, constituída por três pedras, contendo a data de conclusão da obra - 16-8-1923 e a identificação dos proprietários M.L.S. (Manuel Luís de Sousa) e M.G. (Maria da Graça).
Repare-se, ainda, no curiosíssimo desenho do G.
 
 
Eis um monumento ataijense que espero um dia ver recuperado, como uma homenagem à difícil vida dos nossos antigos e para que os jovens e os vindouros saibam alguma coisa acerca do que foi a sua luta pela sobrevivência.