segunda-feira, 8 de outubro de 2012

TASQUINHAS 2012

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Nos próximos dias 19, 20 e 21 haverá, de novo, grande animação nas instalações do Salão Cultural Ataíjense, com  a edição 2012 das Tasquinhas.



Nas ementas, como sempre (e como tudo) fruto de trabalho voluntário, haverá;
- Orelha, moelas, pica-pau, canja, bacalhau à lagareiro, grelhados mistos, sopa da pedra e sopa de legumes e, ainda os pratos tradicionais, típicos da nossa terra:

- Chouriço e morcela caseira assados;
- Fritada;
- Misturadas;
- Borrego à Antiga
- Papas com bacalhau
- Galo com couves

A animação musical é a cargo de:

- Banda Groove (sexta-feira)
- JCPower (sábado)



- Banda do Maltês (domingo)



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Coordenadas GPS: 39.554980, -8.900962
Coordenadas DMS: +39º 33' 17.93", -8º 54' 3.46"



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sábado, 29 de setembro de 2012

Fotografias antigas


ou, Um casamento na Ataíja de Cima, em 1967
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Uma das dificuldades com que me tenho deparado, nas minhas investigações sobre o passado recente da Ataíja de Cima, reside na falta de fotografias.
A Ataíja de Cima era, até há cerca de cinquenta anos, uma aldeia pobre, de economia exclusivamente agrícola, onde as fotografias eram muito raras, pelo que quase não existem provas gráficas da vida desses tempos.
Daí que só pela memória dos vivos possamos conhecer esse passado.

Por exemplo, a escola, o adro e a capela: não conheço nenhuma fotografia que mostre, com clareza, como eram há cinquenta ou mais anos.

Na foto que abaixo apresento, de um casamento realizado em Dezembro de 1967, consegue-se ver uma parte da fachada nascente da antiga escola e do cruzeiro que se encontrava no adro. 
Ao fundo, vê-se a chaminé da casa que foi de Sabino Vigário e Joaquina Baptista e o telhado do palheiro que hoje é do Zé Gordo e foi de Maria da Serra e do meu tio-avô António Agostinho.

As pessoas fotografadas, além dos nubentes, Luísa Rosa Dias (Luísa Antónia), filha de Antónia Rosa (ti’Antónia) e de António Dias (o Pato-Marreco) e João de Sousa Quitério (João Sapatada), meu primo, já falecido, filho de António Coelho Quitério (o Sapatada) e de Maria Cristina Coelho de Sousa (Maria Cordeira), são, quase todas, familiares dos noivos, uma boa parte delas do Cadoiço, (estes, descendentes de João Cordeiro que, como já referi em posts anteriores foi o doador do edifício da escola).



Voltando ao princípio deste texto:
Recuperar a memória fotográfica eventualmente existente, ainda que escassa, da Ataíja de Cima, é tarefa que não consigo fazer sozinho.
Apelo, pois, à colaboração dos leitores ataíjenses, para que disponibilizem as fotografias que possuam, sejam elas quais forem:
- retratos de pessoas, cenas de trabalho ou de festas, edifícios ou paisagens.

Para que todos possamos conhecer melhor o passado ataijense.
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domingo, 23 de setembro de 2012

Festival das Sopas 2012

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O tempo chuvoso não permitiu a realização do FESTIVAL DAS SOPAS 2012, no habitual e magnífico cenário do Largo do Cabouqueiro, onde ainda chegou a estar tudo preparado para o evento.
A solução foi transferir a festa para o SALÃO CULTURAL ATAÍJENSE que foi pequeno para acolher mais de 600 pessoas.

Evidentemente, as condições não foram tão boas como teriam sido se houvesse condições para a realização do evento ao ar livre, num espaço amplo, à sombra das árvores e á vista da serra dos Candeeiros e da Casa do Monge Lagareiro mas, a preocupação do presidente da direcção era exagerada, como, aliás, a boa disposição do seu antecessor parece querer transmitir-lhe:

E, a verdade, é que lá nos arrumámos todos, bem dispostos, obviamente satisfeitos com a enorme afluência,  orgulhosos com a capacidade de realização que, mais uma vez, os ataíjenses demonstraram e prontos a provar tantas sopas quantas em cada estômago coubessem.

Algumas das 16 sopas, das quais apenas consegui provar (o estômago não dava para mais), as misturadas, a sopa de chícharos, a sopa de pedra, a sopa de morcela, a sopa de abóbora e a sopa de peixe:










As pessoas não couberam todas na minha máquina fotográfica (que é das pecanicas):


 Parabéns a todos - e foram muitos, cerca de cinquenta - os que, com o seu esforço e entusiasmo, em regime estritamente voluntário, contribuíram para a realização daquele que já é, não tenho dúvidas, o maior evento gastronómico do concelho de Alcobaça e é, sobretudo, uma enorme manifestação da capacidade dos ataijenses para trabalhar em prol do bem comum..

Até para o ano. No Largo do Cabouqeiro. (se o São Pedro quiser).

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

FESTIVAL DAS SOPAS



Depois de uma pequena interrupção, para férias, volto ao convívio dos leitores do Ataija de Cima para lembrar que é já no próximo domingo, dia 23 de setembro de 2012 que terá lugar o

FESTIVAL DAS SOPAS 2012

As inscrições devem ser feitas no Salão Cultural Ataíjense:



  • Rua Lagar Frades, 2460-713 Aljubarrota (S.Vicente) Ataíja De Cima, Leiria, Portugal
  • Caros Ataíjenses e amigos da Ataíja de Cima!

    É com grande prazer que o Salão Cultural Ataíjense vos convida para o FESTIVAL DAS SOPAS 2012!
    O evento terá lugar como sempre nos jardins circundantes ao campo de futebol da Ataíja de Cima, este ano será dia 23 de Setembro de 2012.
    Teremos disponíveis 15 sopas diferentes, que serão acompanhadas dos habituais grelhados na brasa e bebidas à descrição durante a hora de almoço!
    Sobremesas serão um complemento à parte!

    O bar estará aberto ao publico a partir das 15:00 horas!


    PREÇÁRIO:
    - Adultos: €11.00 (incluí almoço, taça de barro e t-shirt do evento)
    - Crianças dos 6 aos 12 anos: €6.00 (incluí almoço, taça de barro e t-shirt do evento)
    - Crianças dos 0 aos 6 anos: não pagam, (incluí almoço, taça de barro) se pretender t-shirt do evento o pagamento é de €5.00)

    Claro que como em anos anteriores as sobras do almoço serão complemento de convivo durante toda a tarde!

    Desde ja agradece-mos a presença de todos os interessados!

    A ficha de inscrição esta disponível nas instalações do SCA ou pelo email do SCA scataijense@hotmail.com.



O ano passado, foi assim:

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Piões


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Numa região caracterizada pela absoluta falta de água superficial, como era o caso da Ataíja de Cima e de todas as aldeias da Borda da Serra, desde as Pedreiras até à Venda das Raparigas, o acesso ao precioso líquido exigia que, no tempo das chuvas, se procedesse ao seu armazenamento em cisternas ou lagos artificiais, bem como o aproveitamento de toda a que se acumulava em depressões naturais.

Assim, todos os locais onde era possível reter alguma água adquiriam uma importância decisiva na vida daqueles povos e tinham de ser, claramente, identificados.

A microtoponímia ataíjense é, disso, evidente reflexo:
Ele há as Barreirinhas, nos Arneiros, já perto da Figueira Pedral. O Canto do Barreiro, às Hortas, no caminho que vai de junto da casa que foi de José Bernardo, na direcção da Serra e o Barreirão, já na Ataíja de Baixo, onde havia um lagar de azeite que a esse barreirão ía buscar a água indispensável à laboração das azeitonas.
Em todos estes casos, são os solos barrentos, impermeáveis, que permitem conservar alguma água em depressões do terreno.

Quando atingiam dimensões e capacidade de armazenamento apreciáveis, permitindo o seu uso comunitário, passavam a chamar-se lagoas: a lagoa Ruiva, na Ataíja de Cima que era a maior de todas e a lagoa de Ferro, na Ataíja de Baixo, ambas entulhadas e, também na Ataíja de Baixo, a Lagoa Cova que ainda lá está e valeria a pena recuperar.
E havia as Lagoínhas (lagoas pequenas), a que se acedia pela Rua das Covas mas, hoje em dia, também já não retêm água.

E, os pocinhos (poços pequenos), do qual o mais conhecido é o Pocinho dos Casais, responsável pela grande mancha de verde que se vê em plena encosta da serra, em forte contraste com a secura envolvente.

As pias também eram topónimo, como encontrei numa escritura de 1867, relativa à compra de “um olival às pias” mas, cuja localização não pude confirmar.

Chegamos, finalmente, ao título deste texto.

Piões que nada têm a ver com brinquedos de crianças.

Piões, na Ataíja de Cima, eram pias naturais (pião como aumentativo de pia – pia grande), concavidades abertas, pela dissolução do calcário, na superfície das rochas, nas quais se acumulava água que era usada pelos pastores.

É por isso que temos um Vale Pião, um dos vales que se abrem desde o cume da serra dos Candeeiros e cujo nome se deve à existência de piões, onde pastores e animais podiam matar a sede.

Um dos blocos de pedra existentes no pequeno museu do cabouqueiro, junto à Casa do Monge Lagareiro, ilustra bem o que é um pião (a cavidade em primeiro plano está cheia de água):





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vaqueiros


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Uma das soluções a que, durante toda a primeira metade do Séc. XX, os ataijenses recorreram, para fugir às agruras e carências da vida local, foi a emigração para a região de Lisboa, para tratar de vacas leiteiras.
Do que alguns fizeram profissão onde se mantiveram longos anos.

Entre muitos outros, seguiram esse caminho os irmãos João e Manuel Luís de Sousa (Ver Aqui), Porfírio Coelho e o irmão José Coelho (Ver Aqui), Francisco Jorge (ainda vivo e de quem me lembro, há muitos anos, como responsável de uma grande vacaria que então existia na Quinta do Carmo, em Sacavém, mesmo colada à Portela) e, episodicamente, muito jovem, João Rosa Dias (Janita).

Não que a vida de vaqueiro fosse uma boa vida, que o não era, desde logo por ser um trabalho sem folgas, sem domingos ou feriados. Os animais comem todos os dias e todos os dias as vacas tinham de ser tratadas e mungidas.

Mas, se todos os dias se trabalhava, todos os dias se ganhava alguma coisa. Isso fazia a diferença já que, na Ataíja daquele tempo, não havia trabalho, não havia onde se ganhasse um tostão, salvo na época da azeitona e pouco mais.

Sobre as condições em que esse trabalho de vaqueiro se realizava, é bem elucidativa a fotografia seguinte.



Nela vemos Porfírio Coelho, ainda jovem (a fotografia é, talvez, dos anos de 1930 ou inícios de 1940), numa dessas quintas dos arredores de Lisboa, descalço, camisa e calças arregaçadas, estas de cós largo, onde se enrola uma cinta. Junto à porta da vacaria, a bilha de boca larga, afunilada, para onde se mungia.

A cena é crua, como num filme neo-realista e, à evidente pobreza do vaqueiro, alia-se a decadência do cenário, quase ruínas, apenas contrapontada pela presença dos fios telefónicos, por onde, imagina-se, passará algum progresso, no entanto, muito longe e muito acima do protagonista.

Porfírio Coelho foi por muitos anos vaqueiro (a isso o obrigava as necessidades da vasta família que chegou aos sete filhos - de dois casamentos - e um enteado), trabalhando, segundo a memória familiar “em casa de uns Condes”, até 1948, quando teve de regressar definitivamente, por ter adoecido “dos pulmões”.

Esse regresso à aldeia, quando a filha mais velha tinha apenas 13 anos e o mais novo ainda estava para nascer, teve como consequência inevitável o prolongamento da pobreza, de que o Porfírio nunca se conseguiu livrar.

Apesar dessa pobreza, a casa do ti’ Porfírio foi uma casa onde, sempre, me senti bem e onde gostava muito de estar: Uma chuva de primos para brincar, um tio e uma tia sempre tolerantes com as crianças e … carapaus secos dentro de um crivo.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Festival das Sopas 2012


O Salão Cultural Ataíjense já está a preparar o Festival das Sopas, 2012:



“Caros Ataíjenses e amigos da Ataíja de Cima!

É com grande prazer que o Salão Cultural Ataíjense vos convida para o FESTIVAL DAS SOPAS 2012!
O evento terá lugar como sempre nos jardins circundantes ao campo de futebol da Ataíja de Cima, este ano será dia 23 de Setembro de 2012.

Teremos disponíveis 15 sopas diferentes, que serão acompanhadas dos habituais grelhados na brasa e bebidas à descrição durante a hora de almoço! 

Sobremesas serão um complemento à parte!
O bar estará aberto ao publico a partir das 15:00 horas!

PREÇÁRIO:
- Adultos: €11.00 (incluí almoço, taça de barro e t-shirt do evento)
- Crianças dos 6 aos 12 anos: €6.00 (incluí almoço, taça de barro e t-shirt do evento)
- Crianças dos 0 aos 6 anos: não pagam, (incluí almoço, taça de barro) se pretender t-shirt do evento o pagamento é de €5.00)

Claro que como em anos anteriores as sobras do almoço serão complemento de convivo durante toda a tarde!

Desde ja agradece-mos a presença de todos os interessados!

A ficha de inscrição esta disponível nas instalações do SCA ou pelo email do SCA scataijense@hotmail.com.”

FESTIVAL DAS SOPAS

ATAÍJA DE CIMA

23 de SETEMBRO de 2012