quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Artistas Ataijenses - Inês Neves

IGREJAS E ERMIDAS DO CONCELHO DA BATALHA



A Câmara Municipal da Batalha acaba de editar o livro "Igrejas e Ermidas do Concelho da Batalha - Aguarelas de Inês Neves".

Trata-se das aguarelas reproduzindo todos os edifícios religiosos daquele concelho, que a Inês Neves expôs na Galeria Mouzinho de Albuquerque entre 11 e 27 de Setembro de 2010, - como em devido tempo referimos neste blog (aqui) - numa exposição de grande êxito, onde a Inês conseguiu, não só vender todas as obras expostas mas, ainda, os direitos de publicação em livro que foram adquiridos pela Cãmara Municipal da Batalha.

Parabéns, pois, à Inês Neves e, também à Câmara Municipal da Batalha que soube reconhecer a qualidade e a importãncia do seu trabalho e foi capaz de o publicar em tempo record.

Ainda não conhecemos o livro que pretendemos adquirir na primeira oportunidade mas, tendo visto a exposição, estou certo de que vou gostar muito de o ter na minha estante e que, por se tratar de um repositório único do património concelhio da Batalha, virá a ter um importante papel na divulgação do concelho e na consciencialização dos batalhenses para a necessidade de preservação do seu património.

O livro encontra-se à venda na Câmara Municipal da Batalha

Para conhecer mais sobre o trabalho de Inês Neves:
http://artederecordaravida.blogspot.com/


ADITAMENTO:
(1-3-2011)

Agora que já possuímos o livro (obrigado Inês), achamos importante acrescentar ao texto acima, a transcrição do essencial do prefácio, da autoria do Presidente da Cãmara Municipal da Batalha:

"Foi com muita satisfação e enorme entusiasmo que, aquando da inauguração da Exposição de Aguarelas "Arte de Recordar", da autoria de Inês Neves, que decorreu na Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque em Setembro do corrente, nos deparámos com os magníficos trabalhos que agora se reproduzem.
A mostra artística desta batalhense autodidacta, revela-se um interessante exercício de descoberta do património religioso deste Concelho e assume-se, por conseguinte, como um espólio cultural que interessa valorizar e, acima de tudo, preservar.
Por esta razão, propôs o Município da Batalha à autora das aguarelas a reprodução das mesmas, com o objectivo de perpetuar este interessante levantamento do património religioso concelhio.
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Com a publicação da obra "Igrejas e Ermidas do Concelho da Batalha", pretende o Município divulgar o enorme legado patrimonial religioso, estimulando a sua descoberta e defesa.
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Esta é uma obra eminentemente visual, cujo destaque recai, naturalmente, para as aguarelas produzidas pela Inês Neves que soube captar minuciosamente nas formas e nas cores, os diversos pormenores estéticos e artísticos que caracterizam estas construções.
Agradeço à autora das obras a colaboaração prestada, que permitiu ao Município da Batalha a edição de mais este título formulando votos para que os leitores se contagiem pela beleza e sentido estético das aguarelas aqui reproduzidas.

Batalha, Dezembro de 2010
O Presidente da Câmara Municipal da Batalha
António José Martins de Sousa Lucas

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Cisterna

do ti' Manuel Luís


Afastada que está a Ataíja, das fontes de água mais próximas (Chiqueda, Truil, Mogo), a vida nestas terras sempre dependeu, até há menos de vinte anos, do aproveitamento da água das chuvas que se retinha em cisternas e poços e, para os animais, em lagoas, barreirões, barreiros, pocinhos, piões e pias.


As cisternas (depósitos estanques com paredes de pedra argamassada e rebocadas) eram de difícil construção em terrenos pedregosos e tinham as suas paredes muitas vezes construídas com a própria pedra que se extraía para a abrir. Eram, por isso, obras muito caras, só ao alcance de alguns e são, em consequência, bastante raras (a maioria das cisternas existentes foram construídas já na segunda metade do Séc. XX).

Daí que, um certo dia, há já alguns anos, tendo olhado com atenção a belíssima cisterna existente junto à casa que foi do ti’ Manuel Luís, na Rua das Seixeiras, vendo a data de construção e sabendo que a família era pobre e os filhos muitos, perguntei ao ti’ José da Graça onde tinha o pai – com tão grande família para alimentar – arranjado dinheiro para a obra.

Ao que ele me explicou que o Manuel Luís e o seu irmão João Luís tinham um curioso meio de assegurar a subsistência das famílias: Eram, ambos, responsáveis por uma vacaria, numa quinta nos arredores de Lisboa, onde se criavam vacas leiteiras.

Revezavam-se na função, por períodos de cerca de três meses. Enquanto um tratava e mungia as vacas, o outro vinha até à Ataíja para cuidar das magras terras familiares e olhar pelas famílias (e, digo eu, fazer mais um filho que, do Manuel, teve a ti’ Maria da Graça 14 partos e, do João, teve a ti’ Rosalia outros nove).

A cisterna era encimada por uma cruz de que agora só sobra a base. A janela destina-se a ventilação. No bordo da abóboda corria um canalete que recolhia a água da chuva que caía sobre a cobertura.


 Retirava-se a água, à corda, com uma bilha de barro ou um balde de folha de flandres e despejava-se numa pia de pedra que existe no interior da cisterna, do lado esquerdo do acesso e que, no exterior, termina na gárgula que se vê na fotografia.


Do lado direito do acesso, a lápide, constituída por três pedras, contendo a data de conclusão da obra - 16-8-1923 e a identificação dos proprietários M.L.S. (Manuel Luís de Sousa) e M.G. (Maria da Graça).
Repare-se, ainda, no curiosíssimo desenho do G.
 
 
Eis um monumento ataijense que espero um dia ver recuperado, como uma homenagem à difícil vida dos nossos antigos e para que os jovens e os vindouros saibam alguma coisa acerca do que foi a sua luta pela sobrevivência.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Visconde de Costa Veiga

proprietário na Ataíja de Cima


Entre os diversos nobres e burgueses que no Século XIX eram proprietários na Ataíja de Cima encontrava-se o Visconde de Costa Veiga.
No caso de que hoje tratamos, curiosamente, não do costumado olival mas, de terras de vinha e mato, situadas na margem esquerda da Ribeira do Mogo.
De facto, em 23 de Julho de 1890, no escritório do tabelião Francisco Eliseu Ribeiro, em Alcobaça, foi celebrada a escritura da compra que, pelo preço de 72$000 réis, Sabino dos Santos, alfaiate, morador na Ataíja de Cima, fez a Joaquim Matias e mulher Maria Firmina, de:

 “uma vinha e mata, no sítio da Várzea da Ratinha, confrontando a norte com José Carvalho e Visconde de Costa Veiga, a sul com José d’Horta, a nascente com caminho e a poente com regueira”.

O Visconde era filho de António Xavier da Costa Veiga, nascido em Tábua em 4-5-1803 e falecido no Lumiar (Lisboa) em 1876 e a quem, em 1865, foi atribuído o título de Barão de Costa Veiga.
Tratava-se de um rico proprietário que a certa altura comprou o palácio Ludovice, um imponente edifício do Séc. XVIII, na Rua de São Pedro de Alcântara, ao cimo do elevador da Glória, onde actualmente funcionam o Solar do Vinho do Porto e o Instituto Português de Cinema e que foi construído, para sua residência, pelo arquitecto do Convento de Mafra, o alemão Johann Friedrich Ludwig que, nacionalizado português, passou a usar o nome de João Frederico Ludovice.

Sei pouco deste Barão de Costa Veiga mas, aparentemente, a sua fortuna terá sido conseguida no Brasil onde, em São Paulo, existe uma rua com o seu nome.
Certo é que era figura importante já que no seu palácio de Alcobaça pernoitou o Rei D. Luís I, (o que, aliás, aconteceu em 1863, dois anos antes de lhe ter sido concedido o baronato).

O título de Visconde de Costa Veiga foi criado pelo mesmo D. Luís I e concedido por carta de 31-03-1881 ao filho do Barão, de seu nome igualmente António Xavier da Costa Veiga, nascido em Lisboa em 20-10-1839 e aí falecido em 7-3-1906.
Licenciado em direito pela Universidade de Coimbra, o Visconde nunca exerceu qualquer profissão jurídica nem, aparentemente, outra, limitando-se a gerir a herança. A sua ligação a Alcobaça era escassa, apenas aí passando pequenas temporadas. No entanto foi um benemérito da vila, tendo contribuído para a construção e equipamento do Hospital de Alcobaça e do Asilo da Infância Desvalida e, em testamento, fez várias deixas a instituições locais e estabeleceu legados a favor de pobres e donzelas.

Nota:
Em Alcobaça existe uma Rua Costa Veiga (a parte urbana da Estrada Nacional 8-6). Fica-se sem saber se é homenagem ao pai se ao filho.

Estado actual (30.1.2014), do palácio Costa Veiga, na Rua de Baixo (Rua Frei Fortunato), em Alcobaça. 
O edifício encontra-se a caminho de uma acelerada degradação, tendo já ruido parcialmente.

Fontes:
http://revelarlx.cm-lisboa.pt/
http://alcobaca.no.sapo.pt/
http://www.geneall.net/
http://maps.google.pt/
“Figuras de Alcobaça e sua Região”, por Bernardo Villa Nova, Rebate, Alcobaça, 2002

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Festa de Nossa Senhora da Graça

Nas comunidades rurais não se cumpriam os feriados nacionais mas, apenas, o dia da festa do padroeiro local e os “Dias Santos de guarda”. Agora, as exigências da vida moderna não permitem a existência de “feriados locais”, para além do feriado municipal e isso obrigou a que as festas religiosas deixassem de ser celebradas no dia tradicional quando este não coincide com o fim-de-semana ou um dia de feriado municipal ou nacional.

O mesmo acontece na Ataíja relativamente à festa de Nossa Senhora da Graça e ao seu momento mais característico, a Procissão à Serra que, por isso, este ano não foi realizada a 2 de Fevereiro (sobre as datas de celebração da festa de Nossa Senhora da Graça ver aqui e aqui) mas no Domingo seguinte, dia 6.

Um dia soalheiro, luminoso e de temperatura muito agradável, levou uma pequena multidão a fazer o percurso de cerca de 4,5Km para, junto ao cruzeiro, assistir à cerimónia da bênção dos campos, presidida pelo Sr. Padre Ramiro.
Benção dos campos e não bênção dos olivais que estes já quase não existem, substituídos por pinheiros, eucaliptos e fábricas, pelo que a legenda inscrita no cruzeiro “N. S. / DA / GRAÇA / ABENÇOAI / OS / OLIVAIS / 2-2-1949” surge agora como um pouco anacrónica. Mas a fé e a beleza da paisagem, o cheiro intenso do eucalipto, do alecrim e do rosmaninho esses continuam a justificar o esforço da subida.


 O cruzeiro que assinala o local até onde se desloca a procissão (coordenadas GPS N 39 32.573 W 8 52.990) . Foi inaugurado em 2-2-1949, mandado erigir pela comissão de festas desse ano, de que foi juíz o meu pai, João Lourenço Quitério. Porque as receitas não foram suficientes para cobrir a despesa, a mesma comissão "serviu" também no ano seguinte, para se "desempenhar".


 O esforço da subida




Uma vista magnífica

domingo, 30 de janeiro de 2011

A casa do médico

Em 7 de Agosto de 1878 foi celebrada no escritório de F. Eliseu Ribeiro, tabelião em Alcobaça, uma escritura do seguinte teor:

“Saibam quantos esta escriptura de compra e venda virem que no anno do nascimento de nosso senhor Jesus Christo de mil oito centos setenta e oito, aos sete dias do mês de Agosto, n’esta Villa d’Alcobaça, no meu escriptório, compareceram d’uma parte como vendedores Lourenço Quitério, trabalhador e sua mulher Simpliciana Maria, moradores na Ataija de cima, freguesia de Sam Vicente d’Aljubarrota, deste concelho d’Alcobaça e da outra parte como comprador o Doutor José Sanches de Figueiredo Barreto Perdigão, casado, médico-cirúrgico e proprietário, morador n’esta Villa, todos pessoas do meu conhecimento pelo que dou fé serem os próprios … pelos dois primeiros outhorgantes foi dito: Que por herança que houveram de seu pai e sogro Joaquim Quitério, morador que foi na mesma Ataíja, são senhores e possuidores d’uma morada de casas baixas, sitas na sobredita Ataíja de cima, a partirem do norte e do sul com caminhos públicos, de nascente com João de Sousa e poente com José António de Castro. Que da mesma forma que as possuem, livres e dezembaraçadas, as vendem de hoje para sempre ao terceiro outhorgante, pelo preço de trinta e sete mil e oito centos réis, metal, valor que n'este acto receberam da mão do comprador em moedas de ouro e prata legais…”

Pela descrição das confrontações, percebe-se que as casas se encontravam no “coração do “lugar” pois só aí havia ruas paralelas correndo no sentido leste-oeste.

O comprador veio a possuir as referidas casas durante vinte e um anos, até ao dia 28 de Outubro de 1899, quando as vendeu a Sabino dos Santos, da Ataíja, pela quantia de trinta e três mil setecentos e cinquenta réis, conforme se vê de um recibo por si manuscrito, em meia folha de papel branco, contendo um carimbo a óleo com os dizeres “J S F Barreto Perdigão / Médico-Cirúrgico / em Alcobaça” e assinado sobre um selo fiscal de 20 Réis.

Estes documentos têm duas curiosidades que importa realçar:

Por um lado, permitiram-me identificar alguns possíveis antepassados. Por outro, deixam-me uma grande interrogação.

Já sabíamos que, naquela época, os burgueses de Alcobaça eram importantes proprietários rurais na Ataíja. Mas não sabíamos que também tinham sido proprietários, ainda que episódicos, de prédios urbanos.

O Dr. Barreto, como ficou conhecido, nasceu em Alcobaça em 1849 e aí faleceu em 1933. Tinha, pois, vinte e nove anos quando fez a compra, seis anos depois de, em 1872, se ter formado na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Era um jovem médico. A compra das casas que tinham sido de Joaquim Quitério não seria o investimento mais óbvio (se era investimento foi mau, porque vinte e um anos depois as vendeu com prejuízo) e também não tenho notícia de que aí tenha montado consultório.

A dúvida é: Porquê e para quê um médico de Alcobaça quereria, em 1878 (há cento e trinta e três anos), uma casa na Ataíja de Cima?


Notas:

O Dr. José Sanches de Figueiredo Barreto Perdigão foi o primeiro presidente da Câmara de Alcobaça após a implantação da República, tendo tomado posse do cargo no dia 8 de Outubro de 1910 e permanecido em funções até 1 de Janeiro de 1914.
Mais elementos biográficos do Dr. Barreto podem ver-se em “Figuras de Alcobaça e sua Região”, Volume I, por Bernardo Villa Nova, Alcobaça, 1959”, (reedição, Rebate, Alcobaça, 2002).

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Olival do Barão

O olival do Barão de Porto de Mós



A generalidade dos muitos olivais que ocupavam toda a borda da serra eram no Séc. XIX e como já dito em posts anteriores, propriedade de “pessoas de fora”, burgueses ou pequenos fidalgos.

Um desses olivais, ou o que resta dele, é, ainda hoje, conhecido por “O Olival do Barão”.

Quem era este Barão?

A resposta encontrámo-la num documento particular, celebrado na Batalha em 22 de Fevereiro de 1890 (já lá vão 120 anos!), pelo qual Fernando Joaquim da Silva e mulher, Carlota Maria de Sousa, moradores na Batalha, vendem a João Coelho, casado, proprietário, da Ataíja de Cima, “… dois bocados de olival, no Citio da Ataija, ou cova do velho, próximo da Sacheira, limite da Ataija, que parte do Norte com António Domingues da Lameira, Sul com Francisco Vrissimo, da Ataija de Cima, Nascente com os Herdeiros do Barão de Porto de Moz, e Poente com António Coelho da Ataija de Cima, pela quantia de vinte mil reis …”.

A localização aproximada dos terrenos em causa é fácil de encontrar: A Cova do Velho é um sítio entre a Rua das Seixeiras e a Rua das Hortas, sensivelmente onde se encontra a Pia da Senhora, local onde, segundo a tradição, foi extraída a pedra de que é feita a imagem da Nossa Senhora da Graça que está na Capela da Ataíja de Cima. O Olival do Barão desenvolvia-se daí para Nascente, para o lado da serra dos Candeeiros.

Este Barão de Porto de Mós, de seu nome Venâncio Pinto do Rego Ceia Trigueiros, obteve o título de D. Maria II, por proposta de Costa Cabral de quem era correlegionário.

Natural de Porto de Mós, onde nasceu em 1801, filho do capitão Honorato da Cunha Pinto do Rego Ceia Trigueiros e de Jacinta Rosa da Conceição, foi grande proprietário rural, senhor dos morgados da Canoeira e da Ribeira da Azóia, junto a Leiria, e do morgado do Esporão, junto a Reguengos de Monsaraz e exerceu diversos e importantes cargos, entre outros os de vereador da Câmara de Porto de Mós, deputado, conselheiro e presidente do Tribunal de Contas.

Casou com uma rica viúva, trinta anos mais velha e morreu sem filhos, com 66 anos de idade, em 1867, assassinado a mando de inimigos políticos (o mandante do crime terá sido o seu cunhado Filisberto Pinto do Rego, escrivão e tabelião do juizo de direito da comarca de Porto de Mós). O seu herdeiro universal foi, por testamento, o seu amigo e correligionário político Dr. Francisco Tavares de Almeida Proença, também ele importante figura política do Cartismo (chegou a Ministro) e grande proprietário rural na região de Castelo Branco.



Para saber mais sobre o Barão de Porto de Mós:
A Câmara Municipal de Porto de Mós editou, em 2005 a biografia “O Barão de Porto de Mós”, da autoria de António Borges Cunha e, muito recentemente, em Setembro de 2010, o CEPAE – Centro de Património da Estremadura e a Folheto Edições & Design, editaram o livro “A Morte do Barão de Porto de Mós” de Ricardo Charters d’Azevedo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

12º Almoço Anual do Salão Cultural Ataíjense


Como sempre, o 3.º domingo de Janeiro foi dia grande na Ataíja de Cima, com a realização do 12.º Almoço anual do Salão que mais uma vez reuniu uma grande parte da população, mais de 300 almoçantes, uma dezena de convidados (Camara Municipal de Alcobaça e Junta de Freguesia de São Vicente de Aljubarrota) e muitos voluntários que asseguraram o serviço.
O número de presenças foi ligeiramente inferior ao de anos anteriores e a isso não será alheio o abrandamento da actividade económica que terá levado alguns a faltar desta vez.


Apesar disso, mais uma vez o Almoço do Salão se confirmou como o grande evento anual da Ataíja de Cima, onde os participantes poderam usufruir de uma excelente e farta refeição (uma sopa de pedra de grande qualidade, um óptimo bacalhau e uma carne recheada de muito bom aspecto mas que a capacidade limitada do meu estômago já me não permitiu apreciar devidamente). A tarde foi preenchida com um espectáculo de dança, baile e convívio que se prolongou pela noite.


Obrigado a todos os que trabalharam para garantir o êxito do dia.

Até para o ano que vem.
Até ao dia 15 de Janeiro de 2012.

O TERCEIRO DOMINGO DE JANEIRO É, SEMPRE, DIA DE ALMOÇO NO SALÃO!